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Do que aprendi nesta Unidade Curricular destaco a maior compreensão do fenómeno avaliativo que adquiri porque permitiu-me fundamentar seriamente algum pensamento prévio.



O que achei mais interessante foi a profunda reflexão sobre avaliação porque ajudou a questionar dogmas e formas de fazer, preparando-nos para uma vida de docência mais consciente. 



O que mais me surpreendeu foi a "Gallery walk" porque nunca tinha tido uma experiência semelhante e consigo imaginá-la adaptada ao ensino da música, como forma (não só, mas também) de promover novas formas de avaliação e feedback entre alunos.



As principais dificuldades que senti foram nas dinâmicas dos trabalhos de grupo e debate, face ao pouco foco e capacidade organizacional dos mesmos.



O que menos me entusiasmou foi o trabalho de grupo porque não houve uma colaboração e dedicação equânime entre os elementos.
 


Quando iniciei esta UC desconhecia que existiam conceitos como "Aprendizagens Essenciais" ou o documento "PASEO", a Lei Bases da Educação, a definição clara de avaliação e as suas ramificações, autores e estudos já extensos sobre os problemas da avaliação e as diferentes teorias curriculares.



Currículo e Avaliação são dois conceitos inseparáveis. No entanto, cabe à avaliação o papel de adaptação face ao currículo e não o oposto. 



Se iniciasse hoje esta unidade curricular, teria começado algumas leituras mais cedo!



Se pudesse dar conselhos aos alunos que vão frequentar esta unidade curricular para o ano, dir-lhes-ia que viessem de mente aberta, preparados para repensar as suas práticas e hábitos educativos e que refletissem profundamente sobre aquilo que é a essência do ensino musical. 



Um bom professor é criativo, reflexivo, empático, justo, curioso. Domina algum tipo de conhecimento e inspira. Torna-se um colega de percurso.



Um bom ensino é aquele que estimula e incentiva a realização do potencial de cada criança. O que permite construir as bases para um mundo cada vez mais justo, sustentável e harmonioso, onde todos os seres vivem plenamente.



Os alunos aprendem melhor quando se sentem considerados e a sua curiosidade é fomentada, partindo dos seus interesses para dar significado ao novo conhecimento. A partir da experiência, eles próprios criam e constroem a significância. 



Como me vejo como professor? Como um professor algo libertário e pouco ortodoxo, que procura corresponder à necessidade de cada aluno e promover o espaço criativo. No entanto, preciso ainda de mais reflexão e organização das minhas práticas pedagógicas, além de maior motivação para a construção cuidada de planificações, sequências didáticas e ferramentas educativas, assim como uma maior capacidade de demonstração de ânimo constante e de cuidado individual. 

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