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Incidente Crítico: Ficha de Leitura
Autor: Charles
Hadji
Ideias
principais: Começando por esclarecer que a avaliação deve servir o
interesse dos formandos, contribuir para a resolução dos seus problemas e
dificuldades e facilitar as suas aprendizagens, sendo esta última a tarefa
essencial dos professores, Hadji parte para a análise dos diferentes contextos
decisionais onde ela acontece, os diferentes “jogos” que serve. Refere a
importância de se saber claramente qual dos jogos é o dominante e garantir a
sua segurança/clareza, demonstrando as diferentes ciladas dos instrumentos e
dispositivos avaliativos. Reconhecendo a nota e a sua posição imperialista,
destaca a necessidade de criar uma linguagem comum entre locutor e recetor que
permita evitar as distorções e limitações da nota numérica e da comprovada
ausência de fiabilidade dos procedimentos de classificação, que encontra as
suas causas na subjetividade do avaliador (e nas suas variações de humor,
disponibilidade, fadiga, ideologia), nas origens sociais, nos contextos e
tradições, na ordem das produções, ou nos efeitos de origem, assimilação e
halo. Apesar da existência de procedimentos que tentam remediar o referido
enviesamento, como o QEM, a busca pela nota verdadeira mantém-se ilusória
enquanto se acreditar poder medir de forma verificável o valor do produto, em
vez de tentar comunicar de forma clara o “juízo construído sobre o grau de
realização de um projeto preciso”. Assim, defende a necessidade do sentido de
justiça em quem avalia e da pertinência da avaliação enquanto ferramenta
deliberadamente informadora, clara nos seus questionamentos, beneficiando o
avaliado através da clareza dos critérios, encarando o critério sob a forma de
questão, abrindo, desta forma, um diálogo.
Argumento: A
avaliação deve ser um ato de comunicação, um diálogo e questionamento que pretende
a facilitação das aprendizagens. A utilização da nota justifica-se apenas
quando esta é capaz de transmitir informação que permita alcançar esse
objetivo.
Palavras-chave: avaliação,
classificação, diálogo, informação, objetividade
2 Questões: Qual a
função dos professores? Qual a função da avaliação?
Citação: “A avaliação, liberta da tentação
objetivista, pode então alimentar um diálogo permanente que permitirá ao
aluno-aprendente co-gerir, de facto, as suas aprendizagens, com o
professor-facilitador”
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